quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Posted by Sandro Henrrique On 20:02

Enfoque Bíblico : ''Sejam Humildes , bem educados e pacientes , suportando uns aos outros com amor.'' Efésios 4.2 
Texto Bíblico : 
1 Corintios 12.1-31 
1 Samuel 16.7
Efésios 4.1-3

Introdução
Todos nós herdamos um temperamento básico de nossos pais, o qual contém forças e fraquezas. Este temperamento é o impulso básico do nosso ser que procura satisfazer as suas necessidades.
Para entendermos melhor o controle dos temperamentos sobre nossas ações e reações, precisamos fazer distinção entre temperamento, caráter e personalidade. Vejamos:

Temperamento: é a combinação de características congênitas (nascidas com o individuo) e que subconscientemente afetam o procedimento. Essas características são coordenadas geneticamente com base na nacionalidade, raça, sexo e outros fatores hereditários. Alguns psicólogos dizem que herdamos mais gens de nossos avós do que de nossos pais. A formação das características do temperamento é tão imprevisível no individuo quanto à cor dos olhos, dos cabelos ou a estrutura física. É o aspecto fisiológico-endócrino do individuo. Fazem parte dele os impulsos ou instintos que são as forças motrizes da personalidade.
Esses instintos saíram perfeitos da mão do Criador, mas o pecado que veio pela queda os perverteu e os transtornou.
a.       É um estado orgânico neuropsíquico, inato e capaz de desenvolver-se.
b.      É influenciado pelo sistema nervoso
c.       Pode ser controlado (através do fruto do Espírito – Rm 8.6,13) – cada temperamento tem deficiências que são plenamente corrigidas pelas virtudes do Fruto do Espírito.

Os temperamentos são:
a.       Sangüíneo (falante, impulsivo, sentimental, etc.)
b.      Colérico (independente, agressivo, determinado, etc.)
c.       Melancólico (contemplativo, humor imaginário,habitualmente sente tristeza e apatia, etc.)
d.      Fleumático (não emotivo, sereno, frieza de ânimo, etc.).


Caráter:em psicologia é o termo que designa o aspecto da personalidade responsável pela forma habitual e constante de agir peculiar a cada indivíduo; esta qualidade, é inerente somente à uma pessoa, pois é o conjunto dos traços particulares, o modo de ser desta; sua índole, sua natureza e temperamento. O conjunto das qualidades, boas ou más, de um indivíduo lhe determinam a conduta e a concepção moral; seu gênio, humor, temperamento, este, sendo resultado de progressiva adaptação constitucional do sujeito às condições ambientais, familiares, pedagógicas e sociais. Caráter é a soma de nossos hábitos, virtudes e vícios.
  É um componente da personalidade
  É adquirido não herdado (professor veja que missão Deus colocou em suas mãos)
  Herdamos tendências e não caráter
  Resulta da adaptação progressiva do temperamento às condições do meio ambiente
  Pode ser mudado (mas não é uma tarefa fácil). Jesus pode mudar milagrosamente o caráter (2 Co 5.17)
 Continua mudando à medida que nos rendemos à Deus (Rm 12.2; Fp1.6).
Lembre-nos que a salvação abrange espírito, alma e corpo:
“Que Deus, que nos dá a paz, faça com que vocês sejam completamente dedicados a Ele. E que Ele conserve o espírito, a alma e o corpo de vocês livres de toda mancha, para o dia em que vier o nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que os chama é fiel e fará isso.”(1 Ts 5.23,24 – NTLH).

O controle e aprimoramento da Personalidade, não podem ser plenamente realizados apenas através de credos, princípios e práticas religiosas.
A fé em Cristo e a comunhão vital com Ele, é o segredo.
A verdadeira vida cristã consiste primeiramente num relacionamento vital com Cristo (Jo 15.5). Tal fé e tal religião não destroem a personalidade, antes a desenvolvem, pois todo esforço é feito para agradar e promover a vontade Daquele que passou a dominar e controlar nossa personalidade, agora participante da natureza divina (2 Pe 1.4; Rm 11.17; Hb 12.10).


Personalidade: É o conjunto de atributos e qualidades físicas, intelectuais e morais que caracterizam cada pessoa. Os elementos formadores da personalidade são:

  1. Hereditariedade: é a natureza humana transmitida pelos pais. Esses fatores hereditários nascem com o individuo, afetam e agem influenciando o psiquismo da pessoa determinando o seu biótipo. Esses fatores passam de geração à geração e afetam o aprendizado de várias maneiras.
  2. Meio-Ambiente: é o meio em que o individuo vive e foi criado. E este se constitui em um poderoso fato influente na personalidade da pessoa. O meio ambiente abrange:
·         O lar (família)
·         A comunidade
·         A escola
·         A igreja
·         A literatura (boa ou má, ou seja, construtiva ou destrutiva)
·         O estado social ( físico, saúde, economia, alimentação, higiene)
·         A sociedade (ambientes freqüentados, regime de vida, os “grupinhos”)
 O meio ambiente influi na personalidade, mas o homem não deve ser escravo do meio em que vive. Ele pode reagir, vencer e transformar-se passando daí a influir melhor onde vive.
Essa é sua tarefa professor, você pode e deve ensinar isso aos seus alunos.

Mas em resumo podemos dizer que,temperamento é a combinação de características com as quais nascemos; o caráter é o nosso verdadeiro “eu”, e apersonalidade é o que mostramos ao próximo, que pode ou não ser igual ao caráter, dependendo de quão autentica seja a pessoa.


Temperamentos
Como colocamos acima, os temperamentos são quatro: sangüíneo, colérico, melancólico e fleumático. Um estudo mais detalhado dos temperamentos nos mostrará nossos pontos fortes (qualidades), nossos pontos fracos (defeitos), e uma vez determinadas nossas características poderemos enfrentar com mais realismo nossas fraquezas, e submeter-nos à Vontade Daquele que nos criou pra Sua glória.

Nosso temperamento pode ser controlado e modificado, isso nos fica bem claro em 2 Co 5. 17 que diz: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (ARC).
Uma vez que o temperamento é a nossa “natureza antiga” (nascemos com ele), quando nos submetemos ao Senhorio de Cristo nos tornamos novas criaturas, assim ganhamos uma “nova natureza” que nos é dada através da regeneração, e assim nos tornamos diferentes, a antiga natureza é passada, e agora nos tornamos “participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo.” (2 Pe 1.4 – ARC)

domingo, 6 de janeiro de 2013

Posted by Sandro Henrrique On 11:21
Enfoque Bíblico : ''Alguém vai dizer : Eu posso fazer tudo o que quero'. pode sim , mas nem tudo é bom para você. Eu poderia dizer : Posso fazer qualquer coisa. mais não vou deixar que nada me escravize. (1 co 6.12).
Texto bíblico em estudo: Romanos 14.1-12 


Introdução
O apóstolo Paulo era um cristão emancipado tanto do legalismo como da lei. Sua objetivo era servir à Deus. Seu zelo como mensageiro de Cristo, lhe trouxe tremendas oposições, mas preocupação era instruir e encorajar a todos quantos aceitavam a fé em Jesus Cristo.
Paulo tanto se adaptou às práticas  dos crentes judeus, quando em companhia deles, como se adaptou as maneiras gentias quando vivendo entre eles. Mas nem todos compreendiam está maneira de pensar por falta de instrução ou debilidade de fé.
Todos devem ser acolhidos com amor, sem preconceitos, ou discriminação, e serem instruídos na Palavra de Deus, porém, não devemos com isso deixar influenciar-nos com certos costumes e atitudes que ferem os princípios bíblicos. Devemos conservar-nos fiéis ao propósito de fazermos a Vontade de Deus. 
O Cristianismo é muito mais do que um nome. A Bíblia fala sobre algumas pessoas que reivindicam serem cristãs e pertencer a uma igreja, mas que não possuem uma vida cristã verdadeira. Lamentavelmente, existem muitas pessoas que professam ser seguidoras do Senhor Jesus Cristo, mas não demonstram isso através de seu comportamento, pois se deixam influenciar pelo “não tem nada a ver”, esquecendo-se de que “nem todas as coisas nos convêm fazer”, e que não podemos nos deixar dominar por nenhuma. ( 1 Co 6.12 – ARC).
Olhe para você
“Examine-se, pois, o homem a si mesmo...”(1 Co 11.28 – ARC).
Examine-se– essa  palavra no original grego é dokimazõ que significa “provar”,“testar”“aprovar”, isso equivale um rigoroso auto-exame.
E isso se torna mais interessante se analisarmos para quem Paulo escreveu esta epistola – aos coríntios.

A cidade de Corinto era um rico centro comercial e um importante porto. Muitos estrangeiros passavam pela cidade, pois era Corinto que controlava o istmo que permitia cruzar uns 13 km e  evitar contornar o Peloponeso.
Corinto era uma das maiores cidades do império, um centro comercial que se igualava com as grandes capitais de nossos dias.

Havia uma expressão que era usada naquele tempo: “korinthiazomai” – que significa: “agir como corintio”, ou seja, “praticar imoralidade”.
E era exatamente por essa razão que é tão propicio o conselho paulino – “Examine-se a si mesmo”, ou como dizia o filosofo Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo” -  esse termo para Sócrates era essencial, pois todos os dias ele exercitava no conhecimento de si próprio e tentava ensinar aos outros essa difícil arte (pois, sempre é mais fácil observamos à vida dos outros), para que se tornassem melhores.

E por acaso não é isso que devemos fazer? – examinar-nos para conhecermos nossos limites, nossas fraquezas, nossos pontos fortes, para que dia a dia possamos nos aperfeiçoar, moldando nosso caráter, nossas atitudes segundo a Palavra de Deus?
Com certeza se assim o fizermos Deus nos aperfeiçoara segundo a Sua Vontade, par que possamos ensinar à outros a se chegarem a  ELE..

O ser humano está sempre em constante mutação. Hoje não somos a mesma pessoa que fomos ontem. Absorvemos mais informações, trabalhamos, conversamos uns com os outros, aprendemos de diversas formas e nos modificamos, crescemos.
Com isso é nosso dever, crescer, melhorar em valores morais e espirituais. Aqueles que entendem isso, partem para uma busca sagrada de tentar cada vez mais se entender.
Estudam, escutam, conversam, lêem, experimentam, fazem de tudo para adquirir mais e mais conhecimentos acerca de si mesmos. Tentam entender porque agem e reagem de tal maneira. Porque certas coisas os levam às lágrimas e outras a sorrisos. Porque muitas palavras doem em si e em outras pessoas não. Porque sentem incompreensão, inadequação. Porque, porque, porque.... Uma pessoa inteligente é aquela que faz perguntas e não aquela que simplesmente aceita os fatos sem tentar entendê-los.

Somos responsáveis pos nós mesmos, por essa razão é imprescindível que “conhecemos a nós mesmos” e assim nos cheguemos a Deus, a fim de sermos melhores, e que ELE nos “confirme em toda boa obra e boa palavra”.
As diversas “tribos”
Professor (a) em sua revista há alguns exemplos de tipos grupos que possuem diferentes formas de trajes, linguagem e costumes. Você poderá usá-las como dispostas na revista, assim não me deterei em comentar sobre essas “tribos”.

Mas quero enfatizar que, o adolescente esta em fase intermediária da vida, com seu rápido crescimento físico, mental e espiritual. Essa é a época em que, na maioria das vezes, o jovem começa a querer tomar suas próprias decisões. A Bíblia nos dá exemplos de algumas dessas decisões, que vão das mais sábias opções às mais infelizes escolhas (como a do filho pródigo).

Nesse período de transição, geralmente os pais vão dando progressivas liberdades aos filhos, e estes por sua vez tendem a optar por aderirem a costumes de alguma “tribo” que lhe simpatize.
E cabe a você professor (a) instruí-los. Conduzindo-os a desenvolver responsabilidades morais, espirituais e sociais.
Deve ensinar-lhes que as pessoas não são iguais, que cada um de nós foi criado por Deus como um ser único.  E por essa razão devem desenvolver a personalidade, os talentos e o dom que Deus lhes deu, que não precisam copiar o estilo e os modos de outros.

Essas tribos têm práticas que não trazem nenhum beneficio para os que as praticam. Segundo 1 Corintios 6.12, as coisas que são moralmente indiferente, não são vantajosas para quem as está praticando, ou para outros. Ao contrário, elas podem levar-nos a maus hábitos.

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm”– era o jargão teológico que os corintos adotaram para justificar seu comportamento. O apóstolo Paulo afirmou sua própria doutrina de liberdade cristã  – “todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”.Os corintos precisavam entender que o lícito de qualquer comportamento era qualificado por sua conveniência.
Liberdade de ação para agradar a si mesmo não é de modo algum a verdadeira liberdade – é a mais pura forma de prisão.
Precisa ficar bem claro ao adolescente que deve manter-se na administração de sua vida, não se deixando dominar por nada que venha afastá-lo de Deus e de sua Palavra – se isso acontecer o resultado será tristeza e desilusão.

O jeito evangélico de ser
Hoje a palavra “evangélico” tem virado status desde que pessoas famosas aderiram à determinadas igrejas evangélicas.
Mas o “ser evangélico” quer dizer algo mais, isso significa que você pertence à família de Deus, você é filho de Deus. E como tal seu proceder, seu falar, seu vestir tem de condizer com a sua posição de filho de Deus.

Professor (a) o adolescente precisa compreender que estão atravessando um período de grandes mudanças em sua vida. Eles precisam se manter firmes nos valores espirituais verdadeiros que aprenderam, exercitar a paciência com eles mesmos e com os outros e reconhecer que têm responsabilidade de honrar seus compromissos e fazer escolhas certas.
Os seres humanos foram criados por Deus com necessidades físicas, emocionais, intelectuais, psicológicas e espirituais. Deus está pronto e apto para supri-las todas, nós encontramos ajuda Dele na oração, estudo da Palavra de Deus, orientação do Espírito Santo – e no conselho de pessoas piedosas e sábias (usadas por Deus para nos auxiliarem).

 Conclusão
Deus nos deu as bases para termos uma vida santa e agradável a Deus e aprovada pelos homens, e isso está em submetermos nossa vida ao senhorio de Cristo.

“Se vivemos, é para o Senhor que vivemos; e, se morremos, também é para o Senhor que morremos. Assim, tanto se vivemos como se morremos, somos do Senhor. Pois Cristo morreu e viveu de novo para ser o senhor tanto dos mortos como dos vivos.”(Rm 14.8,9 – NTLH).

Ao fazer isso moldamos nossas vidas no amor de Deus. Na vida de entrega a Deus e à sua vontade. Aquele que está fundamentado nestas bases para sua orientação, não se move de sua posição de cristão, de servo de Deus, não importando as circunstâncias ou adversidades que possam surgir.
Com essa convicção, não devemos julgar uns aos outros em questões triviais, mas sim, encorajar uns aos outros tendo em vista sermos semelhantes a Cristo e a santidade quanto à fé, a doutrina, e a moral (Hb 10.24). Trata-se de, com toda sinceridade avaliar-se e andar em retidão diante de Deus, e aconselhar uns aos outros com amor e humildade.